PM restringe porte de arma a militar gay após ele sai do armário e anunciar casamento

 

Após publicar um vídeo na internet, Henrique Harrison, da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), teve sua permissão de uso de arma de fogo suspensa. O conteúdo, disponível no YouTube, é sobre como a homossexualidade, assumida pelo soldado, é tratada em ambientes militares.

Harrison foi notificado sobre a decisão na véspera do casamento civil com o companheiro, Jadson Lima. O argumento da PM é que, na gravação, um objeto semelhante a uma pistola está a plena vista do espectador, sobre a bancada de um móvel localizado no quarto do soldado. A proibição consta no Art. 3º da Portaria da sindicância instaurada para apurar a conduta de “portar arma de fogo institucional em atividade estranha ao serviço policial militar”.



PM acredita em homofobia Em entrevista ao jornal Metrópoles, Harrison, que já devolveu seu armamento, se defende alegando que a Polícia Militar do Distrito Federal possa estar usando o argumento do porte da arma de fogo para esconder a homofóbia.

“Policiais postam o tempo todo vídeos limpando a arma, manuseando-as em casa, e nenhum é punido. Por que apenas eu tenho de ser punido?. Eu sei que é uma perseguição por causa da minha orientação sexual, e eu recebo isso na véspera do meu casamento. Eu amo estar na Polícia Militar, mas, realmente, é muito difícil trabalhar num lugar em que muitas pessoas estejam tentando te colocar para correr”, disse ao jornal.

No vídeo objeto da sindicância, Harrison conta que não teve dificuldade de assumir internamente a própria orientação sexual, mas que já foi alvo de ataques homofóbicos internos, após ter publicado uma foto beijando o antigo namorado durante a formatura de ingresso na corporação. Na época, um áudio atribuído a um coronel da PMDF foi compartilhado expondo o preconceito contra os policiais que beijaram os companheiros do mesmo sexo fardados.

 

PM acredita em homofobia Em entrevista ao jornal Metrópoles, Harrison, que já devolveu seu armamento, se defende alegando que a Polícia Militar do Distrito Federal possa estar usando o argumento do porte da arma de fogo para esconder a homofóbia.

“Policiais postam o tempo todo vídeos limpando a arma, manuseando-as em casa, e nenhum é punido. Por que apenas eu tenho de ser punido?. Eu sei que é uma perseguição por causa da minha orientação sexual, e eu recebo isso na véspera do meu casamento. Eu amo estar na Polícia Militar, mas, realmente, é muito difícil trabalhar num lugar em que muitas pessoas estejam tentando te colocar para correr”, disse ao jornal.

No vídeo objeto da sindicância, Harrison conta que não teve dificuldade de assumir internamente a própria orientação sexual, mas que já foi alvo de ataques homofóbicos internos, após ter publicado uma foto beijando o antigo namorado durante a formatura de ingresso na corporação. Na época, um áudio atribuído a um coronel da PMDF foi compartilhado expondo o preconceito contra os policiais que beijaram os companheiros do mesmo sexo fardados.

Fonte: HYPENESS