Post Page Advertisement [Top]

A TV Cultura que é do Governo de São Paulo, Porém  administrado pela fundação Padre Anchieta em um "esclarecimento" divulgado no início do "Jornal da Tarde" nesta quarta-feira (11),  criticou o presidente Jair Bolsonaro por duas declarações feitas na véspera. 
"Nesta edição, este é o único momento em que você vai ouvir as palavras 'pólvora' e 'maricas'. Uma hipotética guerra entre Brasil e Estados Unidos contraria toda lógica. Não damos espaço para homofobia. E 162 mil mortos não admitem qualquer adjetivo de palanque; só atitude de enfrentamento para salvar vidas", disse Aldo Quiroga, que divide a bancada com Joyce Ribeiro e é também editor-chefe do telejornal.
O apresentador se referiu a duas falas do presidente. Na primeira, falando sobre uma eventual segunda onda de covid-19 no Brasil, Bolsonaro disse: "Tem que deixar de ser um país de maricas". A segunda, "quando acabar a saliva, tem que ter pólvora", foi em resposta a uma possível pressão do próximo presidente americano, Joe Biden, sobre a política ambiental. 
Quiroga completou o esclarecimento dizendo: "Gastamos 30 segundos com o diversionismo de hoje. Agora vamos às notícias que realmente podem mudar a sua vida.".
O tom crítico, bem dosado, merece elogios. Foi um comentário à altura das declarações do presidente. Vale questionar se o telejornal adotaria o mesmo tom em relação ao governador João Dória. A TV Cultura, gerida pela Fundação Padre Anchieta, é vinculada ao governo de São Paulo. 
Bolsonaro considera Dória um rival. Na terça, o presidente festejou a decisão da Anvisa de suspender as pesquisas da vacina Coronavac, feita pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo. A Anvisa autorizou nesta quarta a retomada das pesquisas.
Fonte UOl

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Bottom Ad [Post Page]


| Desenvolvido por Colorlib - GOOGLE