Pesquisa diz que Negros são Alvos de Metade dos Crimes de HOMOFOBIA


Os pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), das secretarias de Atenção Primária em Saúde e de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) coletaram as notificações feitas pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que faz parte do SUS, e que, portanto, inclui diversos casos de violência que não foram denunciados.

  
Metade dos indivíduos alvo dessas agressões era negra (50%), ou seja, pretos ou pardos. A identidade de raça ou cor das vítimas foi descrita como Branca em 41,4% dos casos. Apesar de serem maioria na população, não necessariamente os negros são as principais vitimas de determinados crimes. Veja na tabela abaixo os percentuais encontrados pela pesquisa:

Uma pesquisa inédita analisou as notificações de violência contra a população LGBT brasileira entre 2015 e 2017 e verificou que metade das agressões teve pessoas negras como alvo. Nos três anos analisados, foram registradas 24.564 notificações de violências contra a população LGBT, o que resulta em uma média de mais de 22 notificações de violências interpessoais e autoprovocadas por dia, ou seja, quase uma notificação a cada hora. 



Do total de notificações de violência contra pessoas LGBT analisadas, 69,1% das pessoas atendidas eram adultos e 24,4% adolescentes. A raça/cor negra predominou em todas as faixas etárias, chegando a 57% entre adolescentes de 10 a 14 anos.  

A pesquisa mostra ainda que 46% das vítimas eram transexuais ou travestis e 57% eram homossexuais, dos quais 32% lésbicas e 25% gays.  

Em todas as faixas etárias, a natureza de violência mais frequente foi a física (75%) e, em 66% dos casos o provável autor é do sexo masculino. O principal vínculo das vítimas com o agressor é o de parceiro íntimo (27%), seguido do de desconhecido (16%).
Fonte G1