Em Macapá, população LGBT em vulnerabilidade social recebe cestas básicas como forma de assistência


Para incentivar o direito de assistência à população LGBT em Macapá em tempos de pandemia do novo coronavírus, os conselhos estadual e municipal da categoria se uniram e doaram cerca de 100 cestas básicas ao público e familiares identificados em situação de vulnerabilidade social.

Vários bairros da capital foram atendidos e com o auxílio da Secretaria Municipal de Assistência Social e do Trabalho (Semast), os conselhos entregaram 50 cestas na segunda-feira (27) na Zona Norte e outras 49 nesta terça-feira (28) nas zonas Sul e Leste.

“Estamos priorizando a população de travestis e transexuais, pois são as pessoas que mais sofrem com a vulnerabilidade, então todas que se inscreveram, já ganharam. Depois o critério se estende para os LGBTs autônomos e cadeirantes”, explicou André Lopes, presidente do conselho estadual LGBT.
Entregas de cestas básicas para população LGBT e familiares sendo feitas — Foto: Conselho LGBT do Amapá/DivulgaçãoLopes disse ainda que a iniciativa busca facilitar o acesso a benefícios como auxílios assistenciais e o socioeconômicos, mas, segundo ele, só disponibilizaram CADÚnico e o cadastro “não consegue atender a população LGBT, pois muitos não são cadastrados, o que acaba sendo excludente”.


“Queremos também que a população LGBT possa através da fanpage 'Conselho Estadual' fazer doações. Não são doações em dinheiro, podem ser em cestas básicas. Se a pessoa não quiser doar, pode doar para um amigo, vizinho ou qualquer LGBT em vulnerabilidade. Estamos construindo para que essas pessoas não fiquem desamparadas”, completou.
De acordo com a titular da Semast, Mônica Dias, a maioria dessa população teve as atividades interrompidas devido à pandemia do novo coronavírus e são pessoas que estão com dificuldades de desenvolverem as atividades informais.

“As cestas foram adquiridas pela secretaria por meio de uma solicitação dos conselhos, para atender essa comunidade em estado de situação de vulnerabilidade diante da pandemia”, explicou.
Fonte G1