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Resultado de imagem para Paloma BarretoA brasileira Paloma Barreto foi enterrada no domingo dia 13, na cidade de Alicante, que fica no Litoral da Espanha, a cerca de 500 km da capital, Madrid. Mulher trans que vivia no país europeu há 14 anos, ela foi morta a facadas em 27 de setembro. Uma organização LGBTI local realizou um protesto para pedir justiça no caso.

Conforme o irmão de Paloma, José Ricardo Supriano Macedo, a família acompanhou o funeral por transmissão na internet. "Foi bem triste. Minha mãe chorou a todo instante, eu e meus irmãos acompanhamos juntos também, apesar da distância de não poder estar presente. Por outro lado, sabemos que ela teve um enterro digno e agora descansa em paz", disse, ao G1.

Paloma é natural de São Gabriel, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, cidade onde sua mãe e uma de suas irmãs ainda mora. Outros três irmãos moram em Rolante.

O enterro foi pago com valores arrecadados pelas amigas de Paloma na Espanha, conta José Ricardo. "Devido à burocracia de documentos iriam demorar para enterrar pois ela tinha seguro, mas não ia dar tempo, então amigas de lá, através das redes sociais, fizeram uma vaquinha para enterrá-la", comenta.
O assassinato de Paloma motivou uma série de protestos de grupos LGBTI na Espanha.
"Paloma era uma mulher que tentava fazer sua vida, reconstruir-la depois de deixar sua família, seus amigos, em seu país. Foi acolhida em Alicante e Alicante será sua última morada terrena. Hoje, choraremos, gritaremos e manifestaremos a dor de um assassinato transfóbico. Quando se ataca uma pessoa LGBTI, atacam a todas nós", diz um texto na página da organização Transformación.
Um homem foi preso pela morte de Paloma. De acordo com Ricardo, que acompanha o caso pelas notícias dos veículos locais, sua advogada tentou libertá-lo, mas foi negado pela polícia.

Conforme a irmã de Paloma, Sinara Macedo, o homem se relacionava com a brasileira há alguns meses. Eles se conheceram na Europa.

Paloma foi morta aos 38 anos, com golpes de faca, em um apartamento da cidade de Avilés, no Principado de Astúrias. O Itamaraty informou ao G1 que acompanha o caso.
Fonte G1

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