Travesti é morta a tiros no recôncavo da Bahia; vítima era militante LGBT


Vítima foi morta a tiros à beira do Rio Paraguaçu, no recôncavo da Bahia — Foto: Reprodução/FacebookUma travesti foi morta a tiros, na noite do domingo (27), na cidade de Cachoeira, no recôncavo da Bahia, segundo informações da Polícia Civil. A vítima, conhecida como Xaynna Shayuri Morganna, ou Lili, de 41 anos, era militante das causas LGBT no município.

Inicialmente, a polícia havia informado que o crime tinha ocorrido na Praça 25 de Julho, no centro da cidade, mas depois informou que a morte foi na Rua JJ Seabra, por volta das 22h20.

Conforme o delegado Eduardo Coutinho, titular da Delegacia de Cachoeira, a vítima estava à beira do Rio Paraguaçu quando foi atacada. Ele acrescentou que ela foi surpreendida por três homens armados, que chegaram ao local em um carro. Os criminosos desceram do veículo, atiraram diversas vezes contra a travesti, e, em seguida, fugiram do local do crime.

Segundo Coutinho, as investigações levaram a polícia a descartar a hipótese de que o crime tenha relação com a orientação sexual da vítima. "Descartamos o crime de ódio. Sobre as investigações, a principal hipótese é sobre a relação com tráfico de drogas".

O delegado diz que a vítima era usuária de drogas e que as investigações apontam que ela pode ter sido vítima de uma briga entre facções - entre traficantes de São Félix e Cachoeira -, ou que foi morta por conta de alguma dívida adquirida com compra de entorpecentes. O G1 não conseguiu contato com os familiares de Lili.


A autoria do crime ainda é desconhecida. A Polícia Civil informou que o inquérito está em andamento e que aguarda resultado de exame pericial para dar prosseguimento.

Conforme o delegado, a mãe da vítima também foi assassinada na cidade, no início deste ano. Ele diz que o crime foi cometido por um ex-companheiro da travesti. No entanto, o homem está preso e o delegado não acredita que ele tenha relação com o homicídio de Lili. "Ele não teria recursos", contou .

Histórico de atualizações
em 10/09/2019: A nova informação passada pela polícia sobre o nome da rua onde o crime ocorreu, o horário do crime e a informação sobre o andamento do inquérito policial foram incluídos no texto;
em 13/07/2018: o endereço onde o crime ocorreu foi incluído no texto
em 03/11/2017: a idade da vítima foi incluída no texto
em 03/11/2017: foi incluída no texto a informação de que a polícia descartou que o crime tenha relação com a orientação sexual da vítima

FonteG1

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