Post Page Advertisement [Top]


A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) lançou na quarta-feira (10), em uma audiência pública no miniauditório da Assembleia Legislativa do Paraná, a "Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional com Adolescentes e Jovens LGBT". Mais do que números, o relatório traz o depoimento de jovens que sofrem com o preconceito dentro da escola por causa de sua orientação sexual.

A pesquisa revelou, por exemplo, que 60% dos alunos LGBT se sentem inseguros dentro do ambiente escolar em razão de sua orientação sexual. Além disso, 73% informaram já terem sido agredidos verbalmente na escola. Segundo o estudo, esse tipo de violência tem efeitos trágicos, como o aumento da evasão escolar e dos níveis de depressão entre esses alunos.

A Defensoria Pública do Paraná foi representada na ocasião pelo defensor público Guilherme Moniz Barreto de Aragão Daquer Filho, que compôs a mesa do evento juntamente com representantes de outras instituições. Diversas organizações governamentais e não governamentais, além dos movimentos sociais, também acompanharam a divulgação da pesquisa. Coube ao diretor executivo do Grupo Dignidade e secretário de Educação da ABGLT, Toni Reis, explicar os detalhes do estudo.

De acordo com o defensor público Guilherme Daquer Filho, os movimentos sociais cobraram da Defensoria, durante o evento, a criação de um Núcleo de Direitos Humanos e maior participação das instituições públicas para a aprovação de políticas de combate à discriminação no ambiente escolar. Ele destacou ainda, no âmbito do estudo, os testemunhos dos jovens sobre as dificuldades enfrentadas em sala de aula todos os dias. “Deram espaço para que os estudantes relatassem suas experiências, com suas próprias palavras, o que deu um toque de humanidade muito grande a essa pesquisa”, observa.

Também estiveram presentes na audiência pública por parte da Defensoria o subdefensor público-geral, Dezidério Machado Lima, o ouvidor-geral da DPPR, Gerson da Silva, a assistente social Tamires Caroline de Oliveira e os estagiários da área de Serviço Social Dayane Moreira e André do Nascimento de Souza.


                         Relembrando alguns casos:

Menino de 9 anos tira a própria vida após revelar a colegas que era gay


Um comentário:

Bottom Ad [Post Page]


| Desenvolvido por Colorlib - GOOGLE