Trump acaba de barra transgêneros nas Forças Armadas"

"A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou, nesta terça-feira (22), restrições impostas pelo presidente Donald Trump a pessoas transgênero que desejam servir às Forças Armadas do país. Ainda há casos a serem analisados nas instâncias inferiores."
Os juízes não entraram no mérito da questão, mas decidiram que as limitações podem vigorar enquanto cortes de instâncias inferiores analisam as ações que contestam a medida. A decisão já evidencia a inclinação mais conservadora do tribunal, com quatro magistrados considerados progressistas votando contra a política e outros cinco votando favoravelmente ao presidente norte-americano.

A ação, confirmada pelo então secretário de Defesa, Jim Mattis, impede indivíduos diagnosticados com desconforto com o gênero de nascimento de atuar no serviço militar, com exceções.
Em comunicado, o Pentágono ressaltou que a política não barra todos os indivíduos transgênero de atuar no serviço militar. O entendimento é que a proposta é baseada no julgamento profissional e vai assegurar que as Forças Armadas dos Estados Unidos permaneçam a força de combate mais letal e efetiva do mundo.
Kerri Kupec, porta-voz do Departamento de Justiça, elogiou a decisão da Suprema Corte por criar e implementar políticas de funcionários que sejam necessárias para defender melhor a nação.
Em julho de 2017, quando anunciou o dispositivo por uma rede social, Trump afirmou que as forças militares “devem estar focadas em vitórias decisivas e esmagadoras e não podem ser sobrecarregadas com os enormes custos médicos e perturbação que um transgênero no serviço militar implicaria”.
Em janeiro de 2018, o Pentágono foi obrigado a permitir a candidatura de pessoas transgênero no serviço militar, depois de um juiz federal determinar que a instituição teria que aceitar o alistamento dos recrutas.
A medida de Trump reverte uma regra da administração do democrata Barack Obama de junho de 2016, que flexibilizou a abertura do serviço militar a indivíduos transgênero.
*Informações do repórter Daniel Lian
Fonte: Jovem Pan

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