LGBTfobia motivou mais de 430 denúncias no Rio em 2017, alerta Instituto de Segurança Pública

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Mais da metade das vítimas de LGBTfobia no estado do Rio de Janeiro, em 2017, conhecia os autores da violência.
A conclusão é do Dossiê LGBT+ do Instituto de Segurança Pública, lançado nesta segunda-feira (10), no Rio de Janeiro.
O estudo, inédito, revela que, no ano passado, 431 pessoas registraram queixa por crimes motivados por LGBTfobia e que 55% conheciam o agressor.

O Dossiê mostra, ainda, que 43,4% dos crimes ocorreram dentro de casa e que jovens de 18 a 29 anos de idade somam mais de 40% das vítimas.

Resultado de imagem para lgbtfobiaO analista do ISP, Victor Chagas, que organizou o Dossiê, explicou que o estudo classificou os crimes em categorias de acordo com a Lei Maria da Penha: violência patrimonial, sexual, física, moral e psicológica.

Para Victor Chagas, o fato de a maior parte das vítimas conhecer os autores da violência, é algo bastante significativo e se assemelha ao Dossiê Mulher. Ele faz, ainda, um resumo sobre os principais tipos de abusos.

O analista explicou, também, que na parte do estudo sobre violência física, o Dossiê inclui duas tentativas de homicídio.

O levantamento não abrange, no entanto, os dados sobre assassinatos motivados por LGBTfobia, justamente pela dificuldade de comprovação, como também acontece nos crimes de feminicídio.

Victor Chagas afirmou que a publicação tem um papel fundamental para reforçar a importância do registro de ocorrências, ressaltando que a subnotificação é um problema. E também como uma ferramenta de identificação de um problema social que precisa de políticas públicas específicas.

As informações divulgadas pelo Instituto de Segurança Pública têm como fonte o banco de dados dos registros de ocorrência da Polícia Civil.

Fonte: EBC
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