Mãe abraça causa LGBT para lutar pelos direitos de filho transgênero

REPORTAGEM :TVGAZETA ALAGOAS
Rosemary e Isaac participam do grupo "Mães pela Diversidade", em Maceió, e lutam pelos direitos da comunidade LGBT (Foto: Matheus Tenório/G1)

Rosemary Bernardo de Oliveira decidiu se tornar uma militante depois 

que seu filho, o alagoano Isaac Victor, foi vítima de preconceitos na escola.

Ser mãe é um sentimento singular. Proteger, acolher e cuidar é o que a natureza ensina. Assim é a vida da diarista Rosemary Bernardo de Oliveira, de 44 anos. Dia após dia, ela luta contra o preconceito e a intolerância que sofre seu filho caçula, o alagoano Isaac Victor, um jovem transgênero de 15 anos.
Além de Isaac, Rosemary é mãe de mais dois filhos. Hoje, ela faz parte e conta com o apoio do grupo “Mães pela Diversidade”, que está presente em 26 estados do Brasil e é recém-chegado a Alagoas. O grupo esclarece dúvidas sobre a identidade de gênero e lutar pelos direitos LGBT. Ela também participa de outros grupos voltados ao movimento e recebe auxílio do Conselho Tutelar.
A vontade de se tornar uma militante e lutar pelos direitos dos LGBT foi provocada depois que Isaac decidiu contar a respeito de sua identidade de gênero, após ter sido vítima de diversos tipos de preconceitos na escola.
“Um dia, estávamos nos arrumando para ir ao cursinho de inglês e o Isaac parou na frente do espelho e disse ‘mainha, a senhora já se viu alguma vez como se não estivesse dentro do seu corpo, como seu corpo não fosse seu?’. Pra mim isso foi um impacto porque, até então, ele nunca tinha tocado no assunto”, contou.
Sem fazer ideia do que seria uma pessoa transgênera, ela buscou explicações sobre a identidade de gênero através de um irmão que cursa psicologia e da internet.
Para o Isaac, o apoio da mãe sempre foi fundamental para ser quem ele é hoje. Juntos, eles se tornam exemplo e tentam levar o conhecimento do assunto às outras famílias.

Rosemary e Isaac Victor se uniram em luta pela comunidade LGBT
"Ter uma mãe militante é maravilhoso, não só por sua luta, mas pela diversidade inteira do meio LGBT porque quanto mais conhecimento se tem, evita um certo tipo de constrangimento. Se já é difícil para nós nos entendermos, imagine uma pessoa mais velha tentando entender isso e indo buscar isso sozinha. É muito gratificante", falou Isaac.

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