Estudo mostra crescimento do número de mulheres lésbicas assassinadas no Brasil

Foi lançado nesta quarta-feira (7) o primeiro Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil e o documento mostra que, entre 2000 e 2017, foram registrados 180 homicídios contra mulheres lésbicas brasileiras.
Entre os anos de 2014 e 2017 é o período que concentra o maior número das mortes com 126 assassinatos de mulheres lésbicas.
O dossiê foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa Lesbocídio — As histórias que ninguém conta, que atua no resgate de informações e histórias de lésbicas vítimas desse tipo de crime no país.  As informações são da Agência Brasil.
A partir de 2013, o aumento tem sido constante, sendo que o maior ocorreu de 2016 para 2017, quando subiu de 30 para 54 registros.
O estudo também aponta que os principais assassinos de mulheres lésbicas são homens.
“As lésbicas se relacionam sexual e afetivamente exclusivamente com mulheres, mas os principais assassinos de lésbicas no Brasil são homens, o que significa que o vínculo conjugal entre vítima e assassino, muito recorrente nos casos de violência doméstica resultantes em feminicídios, não ocorre nos casos de lesbocídio”, diz o texto do dossiê.
O estado de São Paulo é o que concentra mais mortes de lésbicas no Brasil, foi lá onde ocorreram 20% de todas as mortes. No interior do Brasil que são anotadas mais mortes. Dos 126 casos registrados entre 2014 e 2017, 82 ocorreram no interior dos estados.
O termo lesbocídio é proposto na pesquisa “como forma de advertir contra a negligência e o preconceito da sociedade brasileira com a condição lésbica, em seus diversos âmbitos, e as consequências, muitas irremediáveis, em especial a morte de lésbicas por motivações de preconceito contra elas, ou seja, a lesbofobia. Assim, definimos lesbocídio como morte de lésbicas por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica”.

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